quinta-feira, 14 de abril de 2016

Deus é em mim mais eu do que eu mesmo!


Bom dia amigos queridos;

O Pão do Dia começa com essa brilhante conclusão filosófica de um dos pais da igreja - Santo Agostinho de Hipona - e que diz: "Deus é em mim mais eu do que eu mesmo!"

Há quem ouça isso e duvide ou dê de ombros. Há os que pensam ou dizem: "Lá vem conversa de religião";

Aos primeiros pergunto: "Quem é você?"
Por favo não me levem a mal, nem suponham ser pueril a minha indagação - é sobre o verdadeiro "eu" que me refiro quando indago, aquele que reflete 100% a minha verdade, a minha essência, o meu ser... E então, será que é fácil, imersos na realidade em que vivemos e num mundo que traz para o subjetivo necessidades que até ontem desconhecíamos por completo, mas que uma vez conhecidas nos parecem vitais à felicidade do ser, definirmos quem somos de verdade? Quais dos nossos pensamentos são de fato nossos? Quais dos nossos anseios, desejos, sonhos e necessidades?
É nesse sentido que pergunto aos primeiros: "Que é você, você?"

Já aos segundos não indago, afirmo, que religião passa longe dessa conversa, estamos falando de coisas que existem mesmo!
Tendemos a pensar Deus sempre nos ditames de alguma explicação teológica, filosófica ou doutrinal, porém o simples exercício de pensarmos quem veio antes - Deus ou as pretensas explicações sobre Ele - já nos esclarecem por completo que Deus É antes e independentemente de qualquer aspecto religioso;

Aliás, é sobre o SER de Deus que engancho esse Pão na brilhante frase de Agostinho - Deus é! Quando Deus se apresentou a Moisés no deserto do Sinai e Moisés lhe pediu documentos, Ele simplesmente apresentou-se dizendo: EU SOU! E não é pra menos! Deus é o único de quem se possa dizer "É". Todo o restante - nós e toda a demais criação usa esse termos apenas como figura de linguagem.  Me explico: Quando perguntei há pouco quem você é, é bem provável que a resposta à essa pergunta reflita muito mais o seu estado de espírito presente do que a sua essência imutável e, portanto, muito mais as coisas externas que lhe sucederam - boas ou ruins - naquele preciso instante e de como essas coisas lhe afetaram do que aquela parte fixa e inconvertível do seu ser. Mais ainda, quando pergunto "quem é você", as únicas respostas honestas possíveis seriam: "Depende, quando? Em que circunstâncias"

Sei que é duro admitir isso, não gostaríamos de ser assim, mas o fato é que somos, tudo nos altera, ou por acaso você é o mesmo na calmaria de uma praia descansando e tendo a mente relaxada e num prédio em chamas com gritos por todos os lados? Pois é, Deus é!
Por acaso você é o mesmo quando está são e quando está doente? Sua vontade e garra não aumentam nem diminuem? E quando é traído, ameaçado, confrontado, enganado.... você ainda consegue ser a mesma pessoa que é estando num ambiente seguro de amor? Ter as mesmas reações? As mesmas punções? As mesmas prioridades?

Pois é amigo querido, por mais que não gostemos de admitir, o nosso "eu" é relativo. Mas o de Deus não, o Dele é absoluto. Quando se diz que Deus é amor, Ele o É sempre. Misericórdia? Sempre. Justiça? Invariavelmente!
Nada altera Deus, nada incide sobre Ele, nada o demove ou estimula e de nada Ele depende para ser o que É, antes É de si mesmo. É porque É e porque quer SER.

E onde isso tudo nos toca?
É simples! Todo homem se depara, em algum momento da própria existência, com a necessidade de descobrir qual é o sentido de sua vida. Essa busca por sua vez não pode começar por outro ponto que não seja o de descobrir "Quem sou eu" - essa é inexoravelmente a primeira pergunta a ser feita. Ora, essa pergunta é irrespondível no momento em que se procura achar a resposta em si mesmo.
Onde é que está então a reposta de quem sou eu? Está Naquele único que tem a propriedade do SER, Deus.
A boa nova está em que esse Deus que É, não é o Deus distante e que habita pra lá da Alpha Centaura, mas sim o Emanuel, o Deus que nos habita e que habitando em nós nos imputa a propriedade de ser.
Pra ser mais simples ainda, quanto mais caminhamos na direção do que É, mais somos. João, íntimo do EU SOU Encarnado disse: "Pois assim como Ele é também nós o somos neste mundo"

Isso tudo significa uma coisa só: O nosso ser verdadeiro existe, mas não está em nós porque não contemos o ser, ele está em Deus que É por excelência, portanto o eu mais que eu que tenho é Deus habitando em mim. E o mais incrível de tudo: É que continuamos sendo diferente uns dos outros, pois nessa belíssima diversidade é que Deus nos criou, porém somos de verdade.

É, Agostinho tem toda razão quando diz: Deus em mim é mais eu do que eu mesmo!

 
 


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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Pão do Dia - O que importa? Ver ou Viver? "A Esponjinha"


Bom dia; 

Um dia desses minha mulher comprou, numa dessas lojas japonesas que vende de tudo, uma esponjinha para lavar louças - bela engenhoca - um reservatório quadradinho de acrílico transparente destinado a se colocar o detergente e que tinha na parte inferior as cerdas da esponja e na superior uma espécie de botaozinho de borracha que, apertado libera o detergente para a parte debaixo - a das cerdas;
Pois bem, dois dias mais tarde eis que me ponho a lavar as louças com a tal esponjinha oriental tecnológica quando em meio à lavação percebo o seguinte: aperto e aperto o botão de borracha e nada de descer o detergente. Eu virava a esponjinha, olhava na parte de baixo para ver se havia algum entupimento, e nada de ver o danado do detergente descer para ali, o curioso era que, mesmo não vendo nada, ao passar a esponjinha nos pratos, voilà, a espuma aparecia como que por milagre e os pratos ficavam limpos. Fui para o próximo prato, e o próximo e pimba, novamente aconteceia a mesma coisa - a esponjinha funcionava, mas eu não via nada de seu processo;
 
Lembro que a minha primeira reação foi a de xingar o aparato e pensar: "Que negocinho mais inútil! O detergente que deveria descer não desce! Bela aroba! Joguei dnheiro fora! Que bela enganação! 
Enquanto eu xingava pra dentro, continuava a passar a esponjinha nos pratos e ela continuava firme, funcionando perfeitamente, eu, toda via, estava mesmo era intrigado por não ver o detergente que deveria estar lá!

Foi então que a minha ficha caiu... "Afinal de contas", perguntei a mim mesmo retoricamente: "o que é que te importa? Ver o detergente ou ver sua ação limpadora? Ter os pratos e copos lavados?"
 
Assim também acontece conosco em relação ao agir de Deus, raramente - quase nunca - nós podemos ver com os nossos olhos o seu processo, porém, os efeitos do Seu agir são irrefutáveis, não obstante, nós também, a semelhança do que me aconteceu no caso da esponjinha, insistimos caprichosamente em vermos os sinais tal como os idealizamos como se fôramos os projetistas e Deus o executor da obra - queremos saber dos detalhes, ver os detalhes, arbitrar nos processos, isso acontece por causa da nossa insegurança, das nossas vaidades, da nossa desconfiaça em relação a Deus;

O Senhor JESUS disse (João 20:29) "Bem aventurados são os que não viram e creram"

Quantas vezes, como no caso da esponjinha, não entramos nessa cilada mental? Focamos no processo em si sem nos nos apercebermos que o resultado está acontecendo ainda que nada estejamos vendo?
Alguém que pede, por exemplo: "Deus, faz com que fulano faça as pazes comigo!" Ou então: "Deus, abra a porta desse emprego que eu preciso para pagar as minhas contas". etc, etc...
Pois bem, o fulano não dá o mais mínimo sinal de reconciliação, não sorri, não acena, mesmo assim passa a ter atitudes para com você que indicam paz! No caso do emprego, nenhum telefonema, nenhum contato, nenhuma porta, não obstante, de algum jeito que você não saberia explicar, as ditas contas foram pagas e nada te falta!
Em ambos os casos, se não estivermos apercebidos, tendemos a nos focarmos mais no sorriso que não foi dado e nas palavras hollywwodianas que não foram pronunciadas do que no fato objetivo de que a paz foi inexplicavelmente conquistada. Assim como no prendermos muito mais ao fato de que o telefone não tocara (numa nítida falha do agir de Deus) para anunciar a épica notícia do emprego que tanto nos encheria de orgulho perante os outros ao testemunharmos, do que no fato objetivo de que o suprimento veio, o livramento aconteceu e em nada ficamos descobertos

O que realmente importa pra você?
Que aconteça do seu jeito ou que simplesmente aconteça?

Eia uma coisa pra se pensar - o que buscamos?
Ver o detergente nas cerdas da esponja ou, mesmo sem tê-lo visto, conseguirmos lavar todos os pratos e vermos ali - pasmos - uma espuma abundante que não sabemos de onde veio?

O que te importa?
Ver ou viver?
Aos que querem ver, destina-se-lhes a angústia pela busca de respostas que são inócuas - satisfações ao ego;
Aos que entederam que "o barato" está em viver, basta-lhes a vida viva, acontecendo - dispensaram a muito as explicações que não lhes pertencem nem lhes acrescentam e completaram as suas vidas com a fé grata e consciente de que Aquele que já fez, faz e fará!


Bom dia!


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Pão do Dia - Bem Aventuranças - Parte 5 - "Os Desdobramentos, As Promessas"















Bom dia;

Well, well, well, creio que já expusemos o suficiente qual é a natureza das bem aventuranças e do que se trata - que não é algo para se galgar, conquistar, ou ter, mas sim uma chamada ao desafio de ser. Creio que esteja bem claro que o aspecto primordial das bem aventuranças, embora carreguem desdobramentos, é o ontológico e não o consequente. Julguei importante dizer e acho agora importante reforçar que na frase "bem aventurados os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus", a bem aventurança não é a posse do reino dos céus, mas o que origina essa promessa - o ser humilde de espírito - essa é a raiz da felicidade e as duas coisas são, de fato, indissociáveis; 

Hoje, porém, encerrando esta semana e tema, quero me ater especificamente ao aspecto dos efeitos, dos desdobramentos, das promessas; 

Para cada traço ontológico da bem aventurança (felicidade existencial) está posta uma promessa correspondente. É justamente sobre essas promessas correspondentes que quero prender-me hoje. 

  • Aos humildes de espírito lhes é dito por JESUS que possuirão o reino dos céus; 
  • Aos que choram, que serão consolados;
  • Aos mansos, que herdarão a terra;
  • Aos que tem fome e sede de justiça, que serão fartos;
  • Aos misericordiosos, que alcançarão misericórdia;  
  • Aos limpos de coração, que verão a Deus;
  • Aos pacificadores, que serão chamados filhos de Deus; 
  • Aos que são perseguidos por causa da justiça, que a eles pertence o reino dos céus;
  • Aos que, pelo nome de JESUS forem injuriados, perseguidos e vítimas do mal da mentira, que grande é o seu galardão nos céus;

  • O reino dos céus que os humildes possuirão significa o tesouro dos tesouros - o tesouro da vida - a única coisa que vale de fato a pena - é a vida plena e verdadeira. Esta é entregue aos humildes de espírito pois esses não são fascinados pelo que não é vida, pelas ilusões e soberba desta vida - são livres dos laços dos enganos, e por isso mesmo, ligam-se ao que é vida de fato;
  • O consolo virá sobre os que choram, porque consolo é resposta, é justificação, é o gozo de ver a justiça se cumprir. Ele vem sobre os que choram, pois os que choram não empedraram-se no coração ante o sofrimento alheio, à farsa e ao teatro da existência que não é, antes mantem-se sofredor perante o que não é para que venha a ser - esses serão consolados pela realização daquilo pelo que choram;
  • Herdar a terra é para os mansos. Só se herda legitimamente uma herança se ela vier das mãos do dono verdadeiro, todo o resto é uso capião. Ora, há muito uso capião por aí, não só de valores materiais como de consciência, informação, acesso... A terra é o do Senhor e é aos mansos que Ele a dará - tudo o que tendo sido criado deturpou-se ou esteja em mãos erradas - sim, aos mansos, que não brigam por ela, que só querem o próprio Senhor sem saber que Te-lo é ter o que Ele fez;
  • Serão fartos os que tem fome e sede de justiça - os que não se conformam ao mal, com o mal, que mesmo em face do encanto do lucro não se alegram com a injustiça e, mesmo ao custo de divisas regozija-se com a verdade. Esses serão fartos daquilo que tem fome - terão abundantemente, serão a medida de fartura para muitos, e por isso são bem aventurados - porque pelo fato de terem sentido essa fome, é disso que se lhes fartou;
  • Misericórdia é para os misericordiosos. Misericórdia que JESUS disse aos fariseus "ela eu quero e não holocaustos", pela qual condenou os que davam dízimos e dela (principal preceito da lei) se esqueciam, a mesma com a qual Deus se compadece de nós como um pai de seus filhos não nos imputando nossos pecados, misericórdia que Tiago diz "triunfa sobre o juízo". É essa que recebem os misericordiosos, aqueles que simplesmente foram humanos e não se desumanizaram com a desumanização em redor, não se diabolizaram cercados do mundo que jazia no maligno - foram firme e simplesmente humanos, humanos à semelhança de JESUS quando assim o foi. A esses não se lhes reserva juízo, mas misericórdia;
  • Os limpos de coração verão a Deus, pois é com o coração que se vê a Deus não com os olhos da cara. Deus não é um ente fora de nós que possamos observar a certa distância, não! Paulo diz que Nele nos movemos, existimos e somos. Só é possível "vê-Lo" através de Seu agir, conhece-Lo por experimentação. É aos limpos de coração que isso é dado - a intimidade do Senhor (Sl 25:14), àqueles que limpam-se todos os dias na esperança, na bondade, e no amor;
  • Filhos de Deus? Serão chamados os pacificadores, os pontífices - construtores de pontes entre os homens, ligadores de relações, restauradores de brechas. Filhos de Deus, parecidos, amados, cuidados, herdeiros, um com Ele... Filhos de Deus;
  • Pertence o reino dos céus futuro aos que no presente se deixam perseguir por causa da justiça podendo livrar-se e não o fazendo apenas porque sabem que a justiça é a justiça e que o tesouro está para além, a esses o reino está reservado, os céus, o gozo do seu Senhor;
  • E aos que são injuriados e maltratados por causa de JESUS - não apenas no aspecto de O professar, mas peplo fato de serem Ele de alguma forma aqui na terra e por isso mesmo são odiados, a esses JESUS diz "grande é o galardão nos céus. Em que esse galardão consiste? Não sabemos, apenas que também o mistério é a benção pois indica que se refere ao que não ha na terra por precioso que é. Seja lá o que for, é bom e eu quero.... como quero!
Aqui estão as promessas atreladas aos bem aventurados. Elas não são as bem aventuranças, mas a coroa dos bem aventurados. Que sejam minha, suas, nossas, em nome de JESUS!

Bom dia!   



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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Pão do Dia - Parte 4 - "Seja a Bem Aventurança"

Bom dia;

Viemos falando durante toda esta semana sobre as bem aventuranças que JESUS proferiu no famoso Sermão da Montanha. Ontem abordamos o aspecto ontológico das bem aventuranças, ou seja, que elas - as bem aventuranças -, enquanto resultados, não são alvos a serem conquistados pelo que se chamaria hoje de "uma pessoa arrojada e de mentalidade empreendedora", antes são condições intrínsecas e indissociáveis do ser, não podendo ser obtida em separado de seu aspecto ontológico;

Creio que essa explanação é muitíssimo importante, sobretudo num contexto como o nosso em que toda a mentalidade moderna é permeada da idéia de "ter" - como ter? o que se deve fazer para ter? E assim por diante. A profundidade simples dos axiomas proferidos por JESUS no sermão nos remetem a uma outra mentalidade - a de que tudo decorre do ser e nada há que se estabeleça para a vida sem que seja assim, portanto, a quem foca nos efeitos ao invés da causa, a quem olhe para o "herdarão a terra, serão chamados filhos de Deus, serão consolados", etc, têm na verdade seus olhos no alvo errado, mesmo porque a bem aventurança não é o efeito, mas a causa - não é o que decorre de ser, mas o próprio ser;

Bem. Isto exposto, resta-nos entender como ser!
JESUS nomeia nove características ontológicas que d'alguma forma se devem encontrar em nós, a saber: a humildade de espírito, a capacidade de chorar por outros, a mansidão, a fome pela justiça (alheia), a misericórdia, a limpeza do coração, a pacificação como modo de vida, a perseguição, e a vitimização pela injustiça, mentiras e injúrias por causa de JESUS

Como ser assim não sendo? 
Quero dizer com essa pergunta que essas marcas podem não ser (o que é bastante provável) nossas   características natas. Como então adquiri-las, desenvolve-las, faze-las nossas? 

É necessário antes de tudo saber que JESUS, ao falar desse perfil, falava de certa forma sobre Si mesmo - JESUS é assim, o manso, o humilde, o pacificador, etc. Ele não apenas é assim no sentido de ter essas características como atributos, mas no sentido de ser Ele próprio o criador dessas virtudes, ou seja, a humildade existe a partir de JESUS, a paz, a mansidão e tudo o mais - Ele é o criador, a fonte e a origem de tudo, portanto, quem quer que deseje carregar essas características como suas, uma vez que a natureza humana não as tem intrinsecamente, só encontrará uma solução, ter JESUS, ser JESUS. E... voilá! Chegamos ao ponto! A proposta das bem aventuranças não é a de recebe-las, mas a de sê-las! Ser JESUS! Ter a Sua vida vivendo em nós, Sua natureza, Sua mente...;
E, por favor, não suponha que tenho em mente qualquer teor ou proposta religiosa, doutrinal ou dogmático ao dizer essas coisas - não tenho - o que proponho é inteiramente de cunho existencial, prático e vivível, experienciável! Alíás, não eu, o próprio JESUS; 

Após isto, é irmos fazendo morrer a natureza contrária à essas coisas, força-las a princípio como nova natureza - por exemplo: não se aprende a ser manso sem praticar a mansidão, sem ampliar consciente e formidavelmente o limite de suportabilidade; também não aprendemos à humildade mantendo nossas posições, razões, presunções - é preciso despir-se, ficar nu... Enfim, todas essas coisas custam, mas eu pergunto: Acaso não custa muito mais viver sem ser bem aventurado? É preciso coragem e disposição para embrenhar-se nessa floresta!

E por fim quero dizer que sim - é claro que os mansos herdarão a terra e que herdar a terra é bom; que os misericordiosos alcançarão misericórdia e que ter sobre nós a cobertura da misericórdia é muito bom - tudo isso é verdade e sobre isso falaremos só amanha, entretanto a bem aventurança está em ser manso e não em herdar a terra, em ser assim, em ser JESUS! 


Bom dia a todos em nome de JESUS! 



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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pão do Dia - Bem Aventuranças - Parte 3 - "Padrões Ontológicos"




















Bom dia; 


Uma vez postas nos dois dias anteriores as enormes discrepâncias que exitem entre o que JESUS chama de bem aventuranças e o que o sistema deste mundo chama reflitamos: Como foi que chegamos a distorcer tanto as coisas? Como chegamos a ter as nossas impressões tão comprometidamente enganadas em relação às realidades primordiais? E, principalmente, quais são os desdobramentos em chamarmos de felicidade (ou bem aventuranças) aquilo que de modo algum pode assim ser chamado? 

Bem, prefiro focar-me apenas nesta terceira pergunta, e a resposta a ela se pode dar com uma única palavra: Frustração! É claro! Sempre que chamamos de felicidade aquilo que não é felicidade e passamos a perseguir esse fantasma como se tivera a concretude de realização existencial, o que nos resta encontrar ao final de cada etapa da jornada? Frustração e vazio! 
Não há frustração maior em alcançar o que se buscou e descobrir que buscamos a coisa errada! 

O padrão que JESUS estabelece nas bem aventuranças tem sim o aspecto da promessa quando diz, por exemplo, que aos humildes de espírito pertence o reino dos céus, que os que choram serão consolados, e assim por diante, mas antes de tudo o seu aspecto principal é o ontológico, ou seja, bem aventurados são esses que JESUS cita - não porque receberão bem aventuranças como compensações por seus sofrimentos e a muita paciência, antes, são bem aventurados pelo fato mesmo de serem assim como JESUS descreve, pois, o ser assim - o ser humilde, o chorar, o ser manso é a fonte geradora das bem aventuranças, da felicidade, logo se deduz que não se pode ser bem aventurando quem não está no padrão ontológico que JESUS nos mostra - os egoístas, irascíveis, maliciosos, etc - esses, ainda que sob os cânones desta terra alcancem o que se imputa por aqui como felicidade, essa felicidade é fictícia, é fantasmagórica como descrevemos acima;

Perceba - JESUS não faz um jogo de meritocracia no sermão da montanha como quem diz: "Seja assim e ganharás isto ou aquilo outro". Não! Ele apenas nos informa que, de acordo com a natureza primordial das coisas tal qual Deus as criou, felicidade não é obra do acaso ou da engenharia sofisticada dos mecanismos modernos, nem tão pouco premiação da parte de Deus por bom comportamento, mas a consequência inerente e natural, oriunda desses padrões ontológicos; 

Portanto amigo, ainda que rodemos e rodemos, caímos sempre no mesmo centro da espiral: O Ser! O que importa é ser! Tudo o mais daí é que decorre; 
Portanto, sejamos esses - os mansos, os humildes e os pacificadores, os famintos, os que choram e os perseguidos, os misericordiosos, os injuriados e os limpos de coração - preocupemos-nos em sê-lo ao invés de pensarmos no que receberemos caso "nos comportemos bem", pois não é disso que se trata, trata-se apenas de ser e dos seus desdobramentos inevitáveis! 

Ótimo dia em nome de JESUS! 



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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pão do Dia - Bem Aventuranças - Parte 2 - "O Que As Pessoas Diriam?"


Bom dia;

O título do nosso Pão do Dia de ontem foi "Bem Aventuranças Duvidosas". Esse título deve-se, conforme abordamos no texto, ao distanciamento abissal que existe entre aquilo que o sistema do mundo chama de bem aventuranças e o que Deus chama, chegando mesmo a serem completamente opostos um ao outro. Diante disso - dissemos - há que se decidir em que trilha de valores devemos andar;

Hoje pretendo detalhar um pouco mais essa abordagem a fim de que a paralaxe fique bastante clara a todos;

Jesus nomeia - no texto de Mateus 5 - dez tipos de pessoas as quais chama de "bem aventurados". O termos "bem aventurado" vem da raiz grega makarius que se traduz por bendito, feliz, próspero;

____________________________________________________________________

Mateus 5: 1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; 2 e ele passou a ensiná-los, dizendo: 3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. 12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.
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Note a quem o SENHOR chama de bem aventurado - pessoas que aos olhos do mundo em que vivemos poderiam receber diversas outras classificações, menos a de sortudos, benditos, prósperos, talvez de falidos, bobocas, idiotas; 

JESUS chama de bem aventurados 

1) Aos humildes de espírito - são os que não são tomados de ganâncias megalômanas, mas mantém simples suas ambições;
2) Aos que choram - são os que sofrem e continuam sofrendo por causa do mal inversamente aos que se recrudescem;
3) Aos mansos - são os que não se arrogam, antes suportam e vão e pacificam;
4) Aos que tem fome e sede de justiça - são os indignados na alma que não se deixam vencer do mal, mas insistem em crer no bem;
5) Aos misericordiosos - são os que se compadecem, que não assistem incólumes ao sofrimento alheio;
6) Aos limpos de coração - são os que não aderem malícias ao coração;
7) Aos pacificadores - são os que, mesmo podendo, não difamam, não inflamam, não propagam, não incendeiam, antes atenuam sempre e sempre, tendo ou não motivos para isso na outra parte;
8) Aos perseguidos por causa da justiça;
9) Aos que são injuriados, perseguidos e vítimas de mentiras - são os que poderiam, aderindo ao sistema, se dar bem, mas preferem a marginalidade que mantenham suas consciências pacificadas;


Falando francamente, esses tais poderiam ser nomeados como felizes em nossa sociedade?
É claro que não!
A fim de deixar ainda mais clara essa idéia, eu até me arriscaria a dar a cada um deles - a quem JESUS chamou de felizes - uma resposta em nome da sociedade moderna e que me parece alinhada com o espírito do sistema em que vivemos. Veja se você concorda que assim se diria aos bem aventurados de JESUS:


1) Aos humildes de espírito
VOCÊ PRECISA SER MAIS ARROJADO, AGRESSIVO, TE FALTA EMPREENDEDORISMO!

2) Aos que choram 
NÃO SEJA BOBO, AS COISAS SÃO COMO SÃO E VOCÊ NÃO PODE MUDAR O MUNDO - QUEM TENTOU SE DEU MAL E MORREU NA CRUZ!

3) Aos mansos
SE VOCÊ NÃO SE IMPUSER NEGO MONTA EM CIMA!

4) Aos que tem fome e sede de justiça 
MAS VOCÊ É UM ROMÂNTICO MESMO... CADA UM COM SEUS PROBLEMAS!

5) Aos misericordiosos 
AMIGO, CADA UM COM SEUS PROBLEMAS!

6) Aos limpos de coração 
VAI NESSA DE SER PURINHO DESSE JEITO QUE JÁ JÁ ELES TE ENGOLEM, UM POUCO DE MALANDRAGEM NÃO FAZ MAL A NINGUÉM!

7) Aos pacificadores 
JUSTIÇA SEJA FEITA, SE O CARA FEZ TEM QUE PAGAR, SE FALOU TEM QUE ASSUMIR!

8) Aos perseguidos por causa da justiça 
TÁ VENDO, VAI DAR UMA DE SANTO!

9) Aos que são injuriados, perseguidos e vítimas de mentiras 
PAGA NA MESMA MOEDA BOBÃO!


Isto posto, encerro o Pão do Dia de hoje, julgando termos tarefa suficiente para um dia: O avaliarmos a nós mesmos mediante essa escala comparativa de valores e ajustarmos, conforme o critério e desejo de cada um, nossas expectativas no que se refere a sermos bem aventurados!


Bom dia!




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Falando Sobre Pornografia














Olá;

Vi esse vídeo e achei muito pertinente, trata-se de uma figura pública de enorme empatia com o público - Sr Július do seriado "Todo mundo odeia o Cris", seu nome real é Terry Crews e ele fala de maneira aberta, honesta e muito corajosa sobre o vício da pornografia, sobre como esse vício afetou a sua vida, seu casamento e, o que mais me chama atenção, a sua percepção em relação às pessoas que deixam de ser vistas pelo olhar do amor e passam a ser vistas como objetos de satisfação;
Vale a pena assistir e parabéns ao Terry por sua ombridade!