terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pão do Dia - "O JESUS Real"





Coisa que muito me impressiona é a inversão que a nossa estrutura mental faz quase que automaticamente entre o que é real e o que é simbólico - tratamos como simbólicas, abstraímos mentalmente a realidade de coisas que são reais, factuais, tangíveis, possíveis. Ao mesmo tempo em que imputamos grande carga de factualidade à coisas que não são fatos, são apenas impressões, literalidade à meras alegorias, tratamos como reais coisas que, as vezes, sequer existem;

E por que isso vem a ser uma questão importante? 

Justamente pelo fato de que não se trata de uma questão meramente filosófica ou conceptual, ao contrário, de uma questão existencial e que tem seus desdobramentos num plano bastante palpável;

Ao abstrairmos mentalmente a realidade das coisas reais (e não entraremos na cogitação do porque isso acontece), perdemos as grandes oportunidades, deixamos de tocar, de apreender, de nos apropriarmos do que estava bem ali, diante de nós enquanto nós apenas falávamos a respeito - vide os discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24) os quais, indo pelo caminho falando e discutindo sobre Jesus sem se aperceberem que o próprio Jesus estava a caminho com eles. Do mesmo modo e em muitas coisas, agimos dessa forma, debatemos sobre a possibilidade de algo que, de tão concreto, só nos falta atropelar;

Por outro lado, ao atribuirmos realidade às impressões, subjetividades e mesmo às inexistências, criamos fantasmas em auto-mar, consumimos-nos de ansiedade pelo dia que não existe concretamente chamado amanhã, damos vida a demônios existenciais de medo, angústia, tristeza, etc, etc; 

Essa inversão (repito - não cogitarei os seus porquês - pelo menos não neste foro) é o que se chama de pensamento metonímico - figura de linguagem que toma a parte pelo todo, a causa pelo efeito, o autor pela obra, o concreto pelo abstrato, etc, etc; 

Jesus - incrível e chocante - não tratava metonimicamente das realidades, tratava das realidades como realidades - por isso, ao olhar para os fariseus e saduceus paramentados, para os sacerdotes do tempo, para os pomposos romanos, não se impressionava, pois não lhes atribuía senão suas "realidades mais reais". Por isso sua palavra não era poética, era cabal - o leproso se dirige a Ele e diz: "Se queres podes torna-me limpo" e Jesus - simples, real e direto responte: "Quero, fica limpo", e o homem ficou no mesmo instante! 
Jesus nunca conversou com as vestes das pessoas, com seus cargos e funções, com suas posições ou com suas fortunas - Ele sempre conversou com a alma - aquela que nada pode esconder pois não carrega tapetes e, por isso mesmo, na "vida segundo Jesus" a coisa é simples: O que é é e o que não é não é! 
Esse o ponto de partida da verdade que liberta, do amor que cura, da luz que alumia, do fogo que consome, do sal que salga, da palavra que adoça a existência e a transforma em vida. Essa é a realidade que faz com que o encontro do homem com Jesus seja o ponto pivotal de sua existência para onde tudo converge - passado, presente e futuro - pensamentos, sentimentos e atos - planos, ações e palavras - pois por Ele, para Ele e por meio Dele são todas as coisas! 

E quanto a você? Como se estabelece a sua relação com Jesus? 
Ela pode se dar por meio de abstrações que a tudo transforma em conceitos e linguagem - Veja, conceituar é bom, mas vivenciar, experienciar é impagável;

Se há algo que pretendo deixar nesta mensagem é a realidade simples, porém arrebatadora sobre a Pessoa de Jesus presente na vida de quem quer que lhe invoque, que lhe abra espaço - Jesus não é um conceito, é uma Pessoa real - agora mesmo, ao dizer-lhe isso, sinto-O bem aqui, ao meu lado! Tratá-lO como um assunto o fará perder o principal - Sua realidade e Sua interação;

Experimente, agora mesmo! Fale com Ele como quem fala com uma pessoa real - você verá que não será necessário usar a imaginação! 


Ótimo dia em nome de JESUS (a quem amo)! 



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